Amazonas

Vazante começa a se desenhar no Amazonas, mas cheia ainda mantém 293 mil pessoas em situação de emergência

Rios do Solimões e do Madeira mostram os primeiros sinais de recuo, enquanto Negro e Amazonas seguem estáveis; governo reforça distribuição de água potável em 23 municípios

Manaus (AM) — O Amazonas vive um momento de transição hidrológica. Enquanto boa parte do estado ainda sofre com os efeitos da cheia, os rios já dão indícios de que a vazante está próxima. O boletim mais recente do Governo do Amazonas, divulgado nesta quarta-feira (1º), aponta que 293 mil pessoas seguem afetadas pela cheia em todo o território estadual.

Panorama da emergência

Do total de 62 municípios do Amazonas, 25 permanecem em situação de emergência — o nível mais grave de resposta a desastres. Outros 18 municípios estão em estado de alerta e 19 em situação de atenção, classificação usada para localidades que apresentam risco, mas ainda sem impacto crítico.

Para dar suporte às famílias atingidas, equipes de ajuda humanitária têm intensificado a entrega de alimentos e equipamentos nas áreas mais castigadas pela subida das águas, com prioridade para o acesso à água potável.

Água potável chega a 23 municípios

Como parte dessa resposta, a Defesa Civil do Amazonas distribuiu 148 kits de purificadores de água para moradores de 23 municípios atingidos. A medida busca reduzir o risco de contaminação e garantir abastecimento seguro enquanto as comunidades permanecem isoladas ou com infraestrutura comprometida pela enchente.

O que dizem os números dos rios

De acordo com o 26º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, publicado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) na terça-feira (30), o estado atravessa exatamente o intervalo entre o auge da cheia e o começo da vazante. Isso significa águas ainda altas, mas com comportamento mais estável em diversos pontos monitorados.

Rio Negro: oscilações discretas. Em Manaus, a régua marca 28,50 metros, praticamente estabilizada e levemente acima da média histórica esperada para a época.

Rio Solimões: primeiros sinais de queda. Tabatinga registrou recuo de 1,69 metro e Fonte Boa caiu 0,21 metro. Manacapuru, por outro lado, segue sem variação relevante.

Rio Amazonas: estabilidade predominante, com quedas pontuais em Itacoatiara e Parintins.

Rio Madeira: movimento contrário ao restante da bacia — Humaitá registrou elevação do nível, indicando que a recessão ainda não chegou a esse trecho.

Fonte: Governo do Amazonas / Serviço Geológico do Brasil (SGB)

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