BR-319 recebe atenção de Lula: licitações, licenças e infraestrutura em expansão
Com sobrevoo presidencial e contratos fechados, rodovia avança como eixo de integração entre Amazonas, Rondônia e o restante do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Amazonas nesta terça-feira (27/05) e realizou um sobrevoo de helicóptero da FAB sobre a BR-319 — a primeira inspeção aérea feita após a conclusão dos dois pregões eletrônicos que vão movimentar R$ 506 milhões em obras no trecho do meio da rodovia.
O que foi licitado
Dois contratos foram fechados para os 157 quilômetros mais sensíveis da BR-319:
- Pregão 90127/2026 — Trecho do km 469,6 ao km 590,1 (120,5 km), vencido pela construtora Etam, do Amazonas.
- Pregão 90129/2026 — Trecho do km 433,1 ao km 469,6 (36,5 km), vencido pela LCM Construção e Comércio S.A., de Minas Gerais, com oferta de R$ 144,3 milhões — um desconto de 31,5% sobre o orçamento do DNIT.
Ibama libera três pontes no Trecho do Meio
Além das licitações, o Ibama autorizou a licença de instalação de três pontes sobre igarapés na região entre Humaitá e Manaus:
- Igarapé Santo Antônio — km 575,73
- Igarapé Realidade — km 590,13
- Igarapé Fortaleza — km 601,00
As estruturas em concreto vão substituir as travessias atuais, consideradas inadequadas para o volume e o peso do tráfego esperado com a pavimentação completa.
Pontes já entregues na BR-319
Durante o sobrevoo, Lula também pôde ver de perto duas obras já concluídas:
Ponte sobre o Rio Autaz Mirim (km 24,6 — Careiro da Várzea)
Inaugurada em abril de 2025, com 245 metros de comprimento, 11 metros de largura e investimento de R$ 74,75 milhões. Essencial para o abastecimento de municípios como Autazes, Iranduba e Manaquiri.
Ponte sobre o Rio Curuçá (km 23,10 — entre Castanho e Careiro da Várzea)
Inaugurada em setembro de 2025, com R$ 28,4 milhões investidos. A estrutura tem 150 metros de extensão — 60 metros a mais que a ponte anterior, que colapsou em 2022.
Por que a BR-319 é estratégica para o Polo Industrial
A rodovia conecta Manaus a Porto Velho e, de lá, ao restante do Brasil por via terrestre. Para o Polo Industrial de Manaus (PIM), isso representa:
- Redução de custos logísticos no escoamento da produção
- Alternativa às rotas aéreas e fluviais, especialmente em períodos de seca
- Integração produtiva com outras regiões do país
O avanço das obras — mesmo cercado de debate ambiental — sinaliza um movimento concreto de infraestrutura para a região.
Com informações do site BNC Amazonas
